segunda-feira, 19 de março de 2018

OVELHAS



Fico pensando
Na maestria
No olhar de Deus Para conosco,
Filhos caprichosos
Na escola incessante da vida terrena.
Imagino
Esse Pai de amor incondicional
Nos amparando
Indistintamente..
Além, muito além...
Que um simples e bom pai;
Compreendendo... Relevando...
Bendizendo e pesando:
- Emoções desenfreadas, mazelas e virtudes..
Diferenças e desconcertos tantos...
Com a luz sagrada dos Seus Olhos:
Quase sempre, tão longe
Da simplória compreensão humana.
E nós:
Sedentos de viver...
A mania de muito querer;
Controlar
O leme incontrolável do barco da vida..
A incansável busca daquilo e de tanto mais...
Que por alguma razão,
Não há que se encontrar...
Não há que se pertencer...
Por outro lado, imagino o Olhar de Deus
Magnânimo. Único. Complacente.
Pairando sobre nosso sofrer...
Tocando com sua Luz..
De tal modo que,
A partir de nossa genuína vontade,
Uma força indescritível
Nos conduz para secarmos o pranto
E desatarmos os nós..
E então,
Somos impelidos
A seguirmos a misteriosa viagem
Do existir,
Feito ovelhas indefesas,
Em busca do porvir..

liza
leal

"Há mais mistérios entre o Céu e a Terra do que imagina nossa vã filosofia" 
(W. Shakeaspeare)

segunda-feira, 13 de março de 2017

Das coisas amenas...

E sabendo 
Do quão vaga
E curta
É nossa "estadia"
Sigo,
Ora - frenética..
Ora - lenta..
Sempre que possível
Lançando mão
De gestos
Amenos

Regando 
A essência
Da meninice 


Que é pra não agastar
Em demasia
Essa fina casca
Que Deus me deu

Que é pra não
Me perder
Das coisas que
Melhor
Me definem
Me abrigam
E me faz
Dormir
Em paz...

liza
leal


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

PEDRA BRUTA



Não é
Que eu tenha dito
Jamais.
Ou desistido
De alguns projetos,

Falta de pulso
Ou
Coisa assim
É que aprendi que,
Se digo sim
Quando a intuição diz não,
Por um tempo, quem sabe,
Posso até causar
Uma boníssima impressão
Mas há quem diga que
Poesia propriamente dita
Divaga puramente
Incerta
Estranha
E latente
Em demasia


É maluquice

Momento casulo...
Feito muito
Do que somos,
E daí?...
Onde estiver meu ♡
Lá estará
Meu tesouro bruto
Aprendiz



LIZA
LEAL























terça-feira, 23 de agosto de 2016

TEIA FATAL







E ali
Naquele instante
Um "insight"
Segredou-me
Da liga 
Presente
Em nós..




Havia 
Um improvável
gozo
Do tipo que
Aquece
A pele
Os ossos
Etc.
E tal...

Um riso torto
Espécie
De alvoroço
Estranha-mente
Visceral

Um tipo de teia
Fina
Fibrosa
Fatal









liza
leal

sábado, 30 de julho de 2016

MAR EM RESSACA

Então é que
Ali
Naquele momento
Transbordei 
De emoção

Não era propriamente

Amargura..
Tristeza...
Apenas
E tão somente
Meu lado
Profundo
Em seu ápice
De ressaca
Mania de Mar...

Ouvindo uma canção

Dessas
Que dão asas...
E faz a alma
Jorrar


liza
leal

sexta-feira, 20 de maio de 2016

LENHA...

Daí 
Me pego pensando
Nos rompantes
Poéticos 
Mais densos...
...Do tipo que
Adoça
E trepida
Dentro de mim



Tua palavra

Latente
Adentra 
Pela luz 
Dos meus olhos
E aquece...
Feito lenha,
Todo meu ser



liza

leal


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Saudade, suspiro e café

Saudade medonha
Essa, 
Deus meu!... 
Tem
Cadência
De samba
Invade 
Faz de mim
Propriedade

Aí então
É que me valho
De um suspiro 
Profundo
Desses que dão ar
De paisagem
Abranda
O peso da alma
E acalmo o juízo
Num bom gole
De café

liza
leal



terça-feira, 13 de outubro de 2015

ESSE OLHAR

Esse traço
Com toque sofrido
Te digo,
Não se iluda,
Não mergulhe fundo
Não bata o martelo...
É somente um risco poético
Que afina e desafina
Rege
A sinfonia vital



Esse brilho
Sereno conciso

Aparentemente perdido
Tem um que
De abstrato

Flamejante
Impossível
Decifrar...
Então,
Contemple
Relaxe...
Deixa estar assim,
Rompendo chão,
Sobrevoando

Teu mar


liza
leal

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Epitáfio

A música
É a vertente
Que Me guia
Solenemente 
O porto em que as emoções
Se ambientam..
Se falam...
Se entendem..
Onde os sentidos 
Se canalizam
Se tocam 
E faz tocar...
Enquanto eu viver

liza

terça-feira, 9 de junho de 2015

CASCATA






Porque a vida tem
Esse quê de Rio assim...
Por mais que os dias pareçam iguais...
Sempre somos pegos de surpresa
Com leves fios de sutileza
Nem sempre vistos a olho nu...


A cada dádiva do dia que vem vindo,
Será sempre
Uma cortina que se abre..
E o espetáculo há de rolar...
Ora feliz, intenso e estupendo.
Ora abrupto, dolorosamente pungente.
A história de cada coração vai seguindo
Misteriosamente

Aprendizes que somos..
As vezes nos movemos convictos
De que a boa sorte está por vir...
Outras vezes nos aquietamos
Emudecidos
Com cada "STOP' inexprimível
E a cascata da Vida nos banha
Até que a Natureza Viva
E um poder maior
Nos toque, nos trate
E nos convide misteriosamente
Para cada novo respirar






liza
leal

domingo, 5 de abril de 2015

Em mais um 03.04...


E é com a trilha sonora
Do mágico som da chuva
Que registro aqui minha imensa gratidão
A mais um ano de jornada terrena...
agradeço
A Mãe natureza e toda sua extraordinária
Grandeza
Renovando energias
Lavando o clima 
Da Terra
Do céu
E o impagável ar 
Que respiro
Grata especialmente por me aceitarem
Como sou...
Cada carinho sincero que recebo
É verdadeiramente algo sem preço.

Viva a criança que há em mim!
Viva 03.04!

bjos de uma eterna-artista-ariana-aprendiz...




liza
leal

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

FIBRAS DO SER...


É chama de lareira
Na "vibe" do inverno
É pele
De pétala

É vento de maresia
Lambendo o viver
Com maestria

Dor suave
Que se apropria
Tornando filho,
A poesia

As tais fibras 
Da transparência
Que há em mim
É isso e tanto mais
Cada vez mais...





liza

leal



segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

ALÉM DO NINHO

Além do horizonte...
Segue o pássaro metálico
E suas gigantescas asas...
Rompendo ventos no escuro
Peça leve e robusta...
Que instiga, intriga e encabula
Todo o pensar.
E eu de cá,
Também pássaro que assiste
Filhote saindo do ninho,
Emanando de cá fluidos magnéticos
Benéficos.. Incansáveis.. Benditos..
Pedindo que as nuvens se acomodem
E abram alas
Ao longo da estrada flutuante...
Enquanto isso, seu riso há de se abrir...
Há também, de levar encanto...

Da vida que aí palpita..
Por onde seus pés, 

Voz e luz própria
Tocarem


liza leal



Obs:
inspirado na viagem do meu filho... Hoje - 6 meses fora do Brasil.


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

MARESIA

De fato,
O tempo com seus remos,
Se encarrega com maestria
De  conduzir a correnteza do rio,
O mesmo que comporta esse coração poético
Deus sabe como
 (...)
E você, 
No arquivo vivo de memórias,
Tornou-se fragmentos de trilhas íngremes,
Rumo ao pico de uma colina
Vista pro mar
E é claro, 
O cheiro estonteante de maresia

Sigo, 
Apesar e sempre
Obedecendo
O ritmo das águas...
E ao invés de olhar para trás
Cerro os olhos, 
Vez por outra,
Enquanto uma palavra solta
Que ficou no ar
Atravessa feito um tiro 
Algum suspiro





liza leal

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

ESCUDO



Pois quem tem luz própria 

Traz consigo um escudo 
Um amuleto natural..
Se depara com a truculência
Entre tantos vendavais...
E compreende
Que mesmo a Natureza mais sublime
Necessita de reformas
Para se reajustar...







liza
leal

sábado, 27 de setembro de 2014

FAZ DE CONTA...

Mais uma vez 
Me faço de santa..
Fortaleza..
Escudo..
Carro blindado..

Faço de conta

Que seu súbito gesto falado
Não passa 
De impulso
Um dardo impensado
Continuo, por ora,
Sendo poço profundo 
De tolerância
Fonte abundante
Com movimento feito
De sensibilidade
Apurada 



liza
leal

terça-feira, 12 de agosto de 2014

DIA DOS PAIS



Revivendo coisas de uma época
Em que o tempo rei parecia ensolarado e preguiçoso,
E a certeza de vida plena era de uma ternura
Indecifrável.

Nas tardes em que a doçura era literalmente saboreada...
Compartilhada por nós...
"Nosso lanche da tarde" - doce em pedaço... picolé...

Por entre as ferramentas de trabalho do meu pai
Meus olhos assistiam a tudo, c/ o coração apertado.
Pavor imenso que ele pudesse se cortar...
Com suas facas gastas de tanto amolar...
O som dos motores da oficina.
Lixas... Colas... Pneus e solas... (Um cheiro que disse adeus tão cedo).
Inocência a minha!...
Combinação perfeita de pulso e fibra, ali havia.
No caráter e no capricho das mãos.
Meu pai era um exemplo de homem e cristão.

No fim do dia,
Recompensa em cruzeiros para "minhas despesas".

Seu belo sorriso. Seus olhos castanhos claros..
Cabelos lisos e negros(minha filha tem)
Entradas na testa(Meu filho também herdou)

Aulas de como se lê um "relógio", ele me deu.
Contas de dividir. (Que aflição meu Deus!) rsrs
Um som no rádio... O favorito - rei do baião.

Nosso último encontro foi em sonho.
Surgiu de uma luz clara.
Formoso e todo de branco. Chorei e me dei conta que era mais que um sonho.
Pai?!... E minha mãe? (...)
Abraço e emoção ímpar.

A vida continua, que bom!...
Isso é presente. Consolo divino.
Segue, meu pai...
Sua nobre missão,

Mensageiro de luz..
Num paraíso pleno de paz.


liza leal

segunda-feira, 7 de julho de 2014

QUE VEM E QUE PASSA...

O coração dá o "play"...
Balada naquele estilo
Show intimista 
Tocando os arquivos
Mais secretos
Reservo aquela poltrona cativa
Escolho um blues de cacife 
E a gente se aninha
Se entende, 
Se recorda
Se emociona e se fala
Flutuemos...
Tim-tim com reserva
Não estamos pra ninguém

(...)
É só mais um capítulo
Humanamente poético
De um caso com a "saudade".
Mergulho que vem e que passa
Já já dou stop ou pause
E encaro a realidade...
Afinal, há tempo para tudo...
E é assim que copiosamente
Sei existir

liza leal
















segunda-feira, 16 de junho de 2014

FIBRAS DA REDE




Suspiro.
Pairo. 
Existo
"In" perfeito estado
Desnudo a alma
Envolta na atmosfera 
Latente
Da maturidade

Dispo-me
De irrelevantes detalhes
Desses que
Não se encaixam...
Aqui dentro não cabem...

Lavo a alma
A pele..
Os sentidos..
Em gotas generosas
De arrepio
Invadem
Escorrendo por entre fibras
Da rede pungente
Chamada
Sensibilidade


liza leal


quarta-feira, 4 de junho de 2014

FOME DE VIDA

A fome que digo
É dessas:
Brilho no olhar de menino
Vibrante, na arena de um circo...
Pés enterrados, absortos...
Na areia branquinha...
Essa gana que digo,
É dessas que os bichos famintos
Literalmente
Tiram da boca,
Protegem sua cria...

No sincronismo da dança
Na fala do instrumento afinado
No riso estampado 
Na face de toda criatura pensante 
E só...
Carente 
De afago e alimento...
E todo aquele que perambula,
Sem gota alguma de compaixão
E o que dizer da fome de se amar...
Como se este fosse o último gesto da vida...

De dentro pra fora,
De fora pra dentro,
Zelo pela alma
Com toda força
Do sentimento


liza leal