terça-feira, 23 de agosto de 2016

TEIA FATAL







E ali
Naquele instante
Um "insight"
Segredou-me
Da liga 
Presente
Em nós..




Havia 
Um improvável
gozo
Do tipo que
Aquece
A pele
Os ossos
Etc.
E tal...

Um riso torto
Espécie
De alvoroço
Estranha-mente
Visceral

Um tipo de teia
Fina
Fibrosa
Fatal









liza
leal

sábado, 30 de julho de 2016

MAR EM RESSACA

Então é que
Ali
Naquele momento
Transbordei 
De emoção

Não era propriamente

Amargura..
Tristeza...
Apenas
E tão somente
Meu lado
Profundo
Em seu ápice
De ressaca
Mania de Mar...

Ouvindo uma canção

Dessas
Que dão asas...
E faz a alma
Jorrar


liza
leal

sexta-feira, 20 de maio de 2016

LENHA...

Daí 
Me pego pensando
Nos rompantes
Poéticos 
Mais densos...
...Do tipo que
Adoça
E trepida
Dentro de mim



Tua palavra

Latente
Adentra 
Pela luz 
Dos meus olhos
E aquece...
Feito lenha,
Todo meu ser



liza

leal


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Saudade, suspiro e café

Saudade medonha
Essa, 
Deus meu!... 
Tem
Cadência
De samba
Invade 
Faz de mim
Propriedade

Aí então
É que me valho
De um suspiro 
Profundo
Desses que dão ar
De paisagem
Abranda
O peso da alma
E acalmo o juízo
Num bom gole
De café

liza
leal



terça-feira, 13 de outubro de 2015

ESSE OLHAR

Esse traço
Com toque sofrido
Te digo,
Não se iluda,
Não mergulhe fundo
Não bata o martelo...
É somente um risco poético
Que afina e desafina
Rege
A sinfonia vital



Esse brilho
Sereno conciso

Aparentemente perdido
Tem um que
De abstrato

Flamejante
Impossível
Decifrar...
Então,
Contemple
Relaxe...
Deixa estar assim,
Rompendo chão,
Sobrevoando

Teu mar


liza
leal

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Epitáfio

A música
É a vertente
Que Me guia
Solenemente 
O porto em que as emoções
Se ambientam..
Se falam...
Se entendem..
Onde os sentidos 
Se canalizam
Se tocam 
E faz tocar...
Enquanto eu viver

liza

terça-feira, 9 de junho de 2015

CASCATA






Porque a vida tem
Esse quê de Rio assim...
Por mais que os dias pareçam iguais...
Sempre somos pegos de surpresa
Com leves fios de sutileza
Nem sempre vistos a olho nu...


A cada dádiva do dia que vem vindo,
Será sempre
Uma cortina que se abre..
E o espetáculo há de rolar...
Ora feliz, intenso e estupendo.
Ora abrupto, dolorosamente pungente.
A história de cada coração vai seguindo
Misteriosamente

Aprendizes que somos..
As vezes nos movemos convictos
De que a boa sorte está por vir...
Outras vezes nos aquietamos
Emudecidos
Com cada "STOP' inexprimível
E a cascata da Vida nos banha
Até que a Natureza Viva
E um poder maior
Nos toque, nos trate
E nos convide misteriosamente
Para cada novo respirar






liza
leal