segunda-feira, 13 de março de 2017

Das coisas amenas...

E sabendo 
Do quão vaga
E curta
É nossa "estadia"
Sigo,
Ora - frenética..
Ora - lenta..
Sempre que possível
Lançando mão
De gestos
Amenos

Regando 
A essência
Da meninice 


Que é pra não agastar
Em demasia
Essa fina casca
Que Deus me deu

Que é pra não
Me perder
Das coisas que
Melhor
Me definem
Me abrigam
E me faz
Dormir
Em paz...

liza
leal


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

PEDRA BRUTA



Não é
Que eu tenha dito
Jamais.
Ou desistido
De alguns projetos,

Falta de pulso
Ou
Coisa assim
É que aprendi que,
Se digo sim
Quando a intuição diz não,
Por um tempo, quem sabe,
Posso até causar
Uma boníssima impressão
Mas há quem diga que
Poesia propriamente dita
Divaga puramente
Incerta
Estranha
E latente
Em demasia


É maluquice

Momento casulo...
Feito muito
Do que somos,
E daí?...
Onde estiver meu ♡
Lá estará
Meu tesouro bruto
Aprendiz



LIZA
LEAL























terça-feira, 23 de agosto de 2016

TEIA FATAL







E ali
Naquele instante
Um "insight"
Segredou-me
Da liga 
Presente
Em nós..




Havia 
Um improvável
gozo
Do tipo que
Aquece
A pele
Os ossos
Etc.
E tal...

Um riso torto
Espécie
De alvoroço
Estranha-mente
Visceral

Um tipo de teia
Fina
Fibrosa
Fatal









liza
leal

sábado, 30 de julho de 2016

MAR EM RESSACA

Então é que
Ali
Naquele momento
Transbordei 
De emoção

Não era propriamente

Amargura..
Tristeza...
Apenas
E tão somente
Meu lado
Profundo
Em seu ápice
De ressaca
Mania de Mar...

Ouvindo uma canção

Dessas
Que dão asas...
E faz a alma
Jorrar


liza
leal

sexta-feira, 20 de maio de 2016

LENHA...

Daí 
Me pego pensando
Nos rompantes
Poéticos 
Mais densos...
...Do tipo que
Adoça
E trepida
Dentro de mim



Tua palavra

Latente
Adentra 
Pela luz 
Dos meus olhos
E aquece...
Feito lenha,
Todo meu ser



liza

leal


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Saudade, suspiro e café

Saudade medonha
Essa, 
Deus meu!... 
Tem
Cadência
De samba
Invade 
Faz de mim
Propriedade

Aí então
É que me valho
De um suspiro 
Profundo
Desses que dão ar
De paisagem
Abranda
O peso da alma
E acalmo o juízo
Num bom gole
De café

liza
leal



terça-feira, 13 de outubro de 2015

ESSE OLHAR

Esse traço
Com toque sofrido
Te digo,
Não se iluda,
Não mergulhe fundo
Não bata o martelo...
É somente um risco poético
Que afina e desafina
Rege
A sinfonia vital



Esse brilho
Sereno conciso

Aparentemente perdido
Tem um que
De abstrato

Flamejante
Impossível
Decifrar...
Então,
Contemple
Relaxe...
Deixa estar assim,
Rompendo chão,
Sobrevoando

Teu mar


liza
leal