De fato,
O tempo com seus remos,
Se encarrega com maestria
De conduzir a correnteza do rio,
O mesmo que comporta esse coração poético
Deus sabe como
(...)
E você,
No arquivo vivo de memórias,
Tornou-se fragmentos de trilhas íngremes,
Rumo ao pico de uma colina
Vista pro mar
E é claro,
O cheiro estonteante de maresia
Sigo,
Apesar e sempre
Obedecendo
O ritmo das águas...
E ao invés de olhar para trás
Cerro os olhos,
Vez por outra,
Enquanto uma palavra solta
Que ficou no ar
Atravessa feito um tiro
Algum suspiro
liza leal
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
ESCUDO
Pois quem tem luz própria
Traz consigo um escudo
Um amuleto natural..
Se depara com a truculência
Entre tantos vendavais...
E compreende
Que mesmo a Natureza mais sublime
Necessita de reformas
Para se reajustar...
liza
leal
sábado, 27 de setembro de 2014
FAZ DE CONTA...
Mais uma vez
Me faço de santa..
Fortaleza..
Escudo..
Carro blindado..
Faço de conta
Que seu súbito gesto falado
Não passa
De impulso
Um dardo impensado
Continuo, por ora,
Sendo poço profundo
De tolerância
Fonte abundante
Com movimento feito
De sensibilidade
Apurada
liza
leal
Me faço de santa..
Fortaleza..
Escudo..
Carro blindado..
Faço de conta
Que seu súbito gesto falado
Não passa
De impulso
Um dardo impensado
Continuo, por ora,
Sendo poço profundo
De tolerância
Fonte abundante
Com movimento feito
De sensibilidade
Apurada
liza
leal
terça-feira, 12 de agosto de 2014
DIA DOS PAIS
Revivendo coisas de uma época
Em que o tempo rei parecia ensolarado e preguiçoso,
E a certeza de vida plena era de uma ternura
Indecifrável.
Nas tardes em que a doçura era literalmente saboreada...
Compartilhada por nós...
"Nosso lanche da tarde" - doce em pedaço... picolé...
Por entre as ferramentas de trabalho do meu pai
Meus olhos assistiam a tudo, c/ o coração apertado.
Pavor imenso que ele pudesse se cortar...
Com suas facas gastas de tanto amolar...
O som dos motores da oficina.
Lixas... Colas... Pneus e solas... (Um cheiro que disse adeus tão cedo).
Inocência a minha!...
Combinação perfeita de pulso e fibra, ali havia.
No caráter e no capricho das mãos.
Meu pai era um exemplo de homem e cristão.
No fim do dia,
Recompensa em cruzeiros para "minhas despesas".
Seu belo sorriso. Seus olhos castanhos claros..
Cabelos lisos e negros(minha filha tem)
Entradas na testa(Meu filho também herdou)
Aulas de como se lê um "relógio", ele me deu.
Contas de dividir. (Que aflição meu Deus!) rsrs
Um som no rádio... O favorito - rei do baião.
Nosso último encontro foi em sonho.
Surgiu de uma luz clara.
Formoso e todo de branco. Chorei e me dei conta que era mais que um sonho.
Pai?!... E minha mãe? (...)
Abraço e emoção ímpar.
A vida continua, que bom!...
Isso é presente. Consolo divino.
Segue, meu pai...
Sua nobre missão,
Mensageiro de luz..
Num paraíso pleno de paz.
liza leal
segunda-feira, 7 de julho de 2014
QUE VEM E QUE PASSA...
O coração dá o "play"...
Balada naquele estilo
Show intimista
Tocando os arquivos
Mais secretos
Reservo aquela poltrona cativa
Escolho um blues de cacife
E a gente se aninha
Se entende,
Se recorda
Se emociona e se fala
Flutuemos...
Tim-tim com reserva
Não estamos pra ninguém
(...)
É só mais um capítulo
Humanamente poético
De um caso com a "saudade".
Mergulho que vem e que passa
Já já dou stop ou pause
E encaro a realidade...
Afinal, há tempo para tudo...
E é assim que copiosamente
Sei existir
liza leal
Balada naquele estilo
Show intimista
Tocando os arquivos
Mais secretos
Reservo aquela poltrona cativa
Escolho um blues de cacife
E a gente se aninha
Se entende,
Se recorda
Se emociona e se fala
Flutuemos...
Tim-tim com reserva
Não estamos pra ninguém
(...)
É só mais um capítulo
Humanamente poético
De um caso com a "saudade".
Mergulho que vem e que passa
Já já dou stop ou pause
E encaro a realidade...
Afinal, há tempo para tudo...
E é assim que copiosamente
Sei existir
liza leal
segunda-feira, 16 de junho de 2014
FIBRAS DA REDE
Suspiro.
Pairo.
Existo
"In" perfeito estado
Desnudo a alma
Envolta na atmosfera
Latente
Da maturidade
Dispo-me
De irrelevantes detalhes
Desses que
Não se encaixam...
Não se encaixam...
Aqui dentro não cabem...
Lavo a alma
A pele..
Os sentidos..
Em gotas generosas
De arrepio
Invadem
Escorrendo por entre fibras
Da rede pungente
Chamada
Chamada
Sensibilidade
liza leal
quarta-feira, 4 de junho de 2014
FOME DE VIDA
A fome que digo
É dessas:
Brilho no olhar de menino
Vibrante, na arena de um circo...
Pés enterrados, absortos...
Na areia branquinha...
Essa gana que digo,
É dessas que os bichos famintos
Literalmente
Tiram da boca,
Protegem sua cria...
No sincronismo da dança
Na fala do instrumento afinado
No riso estampado
Na face de toda criatura pensante
E só...
Carente
De afago e alimento...
E todo aquele que perambula,
Sem gota alguma de compaixão
E o que dizer da fome de se amar...
Como se este fosse o último gesto da vida...
De dentro pra fora,
De fora pra dentro,
Zelo pela alma
Com toda força
Do sentimento
liza leal
É dessas:
Brilho no olhar de menino
Vibrante, na arena de um circo...
Pés enterrados, absortos...
Na areia branquinha...
Essa gana que digo,
É dessas que os bichos famintos
Literalmente
Tiram da boca,
Protegem sua cria...
No sincronismo da dança
Na fala do instrumento afinado
No riso estampado
Na face de toda criatura pensante
E só...
Carente
De afago e alimento...
E todo aquele que perambula,
Sem gota alguma de compaixão
E o que dizer da fome de se amar...
Como se este fosse o último gesto da vida...
De dentro pra fora,
De fora pra dentro,
Zelo pela alma
Com toda força
Do sentimento
liza leal
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