Esse traço Com toque sofrido Te digo, Não se iluda, Não mergulhe fundo Não bata o martelo... É somente um risco poético Que afina e desafina Rege A sinfonia vital
Esse brilho Sereno conciso Aparentemente perdido Tem um que De abstrato Flamejante Impossível Decifrar... Então, Contemple Relaxe... Deixa estar assim, Rompendo chão, Sobrevoando Teu mar
A música É a vertente Que Me guia Solenemente O porto em que as emoções Se ambientam.. Se falam... Se entendem.. Onde os sentidos Se canalizam Se tocam E faz tocar... Enquanto eu viver liza
Porque a vida tem Esse quê de Rio assim... Por mais que os dias pareçam iguais... Sempre somos pegos de surpresa Com leves fios de sutileza Nem sempre vistos a olho nu...
A cada dádiva do dia que vem vindo, Será sempre Uma cortina que se abre.. E o espetáculo há de rolar... Ora feliz, intenso e estupendo. Ora abrupto, dolorosamente pungente. A história de cada coração vai seguindo Misteriosamente
Aprendizes que somos.. As vezes nos movemos convictos De que a boa sorte está por vir... Outras vezes nos aquietamos Emudecidos Com cada "STOP' inexprimível E a cascata da Vida nos banha Até que a Natureza Viva E um poder maior Nos toque, nos trate E nos convide misteriosamente Para cada novo respirar
E é com a trilha sonora Do mágico som da chuva Que registro aqui minha imensa gratidão A mais um ano de jornada terrena... agradeço A Mãe natureza e toda sua extraordinária Grandeza Renovando energias Lavando o clima Da Terra Do céu E o impagável ar Que respiro Grata especialmente por me aceitarem Como sou... Cada carinho sincero que recebo É verdadeiramente algo sem preço.
Viva a criança que há em mim! Viva 03.04! bjos de uma eterna-artista-ariana-aprendiz...
É chama de lareira Na "vibe" do inverno É pele De pétala É vento de maresia Lambendo o viver Com maestria Dor suave Que se apropria Tornando filho, A poesia As tais fibras Da transparência Que há em mim É isso e tanto mais Cada vez mais...
Além do horizonte... Segue o pássaro metálico E suas gigantescas asas... Rompendo ventos no escuro Peça leve e robusta... Que instiga, intriga e encabula Todo o pensar. E eu de cá, Também pássaro que assiste Filhote saindo do ninho, Emanando de cá fluidos magnéticos Benéficos.. Incansáveis.. Benditos.. Pedindo que as nuvens se acomodem E abram alas Ao longo da estrada flutuante... Enquanto isso, seu riso há de se abrir... Há também, de levar encanto... Da vida que aí palpita.. Por onde seus pés,
Voz e luz própria Tocarem
liza leal
Obs: inspirado na viagem do meu filho... Hoje - 6 meses fora do Brasil.
De fato, O tempo com seus remos, Se encarrega com maestria De conduzir a correnteza do rio, O mesmo que comporta esse coração poético Deus sabe como (...) E você, No arquivo vivo de memórias, Tornou-se fragmentos de trilhas íngremes, Rumo ao pico de uma colina Vista pro mar E é claro, O cheiro estonteante de maresia
Sigo, Apesar e sempre Obedecendo O ritmo das águas... E ao invés de olhar para trás Cerro os olhos, Vez por outra, Enquanto uma palavra solta Que ficou no ar Atravessa feito um tiro Algum suspiro